A necessidade de realizar vendas, obriga o empresário a conceder aos seus clientes milhares de euros de crédito, na maior parte das vezes sem segurança.

Actualmente as empresas tentam cobrir quase todos os riscos (incêndio, transportes…) mas, normalmente não existem seguros que cubram o risco que se segue à entrega da mercadoria, o que significa que as cobranças ficam desprotegidas. Quais os prejuízos para as organizações, quando o cliente não paga ?

  • Falta de liquidez da empresa;
  • Degradação da margem de comercialização;
  • Esforço suplementar no aumento das vendas para compensar os prejuízos.

No final de contas, para nada servem grandes volumes de vendas se ao registo contabilístico destas, não corresponder dinheiro recebido.

Novos mercados, novos clientes e uma competição maior, exigem excepcional atenção e envolvem riscos adicionais que aumentam a necessidade de conceder crédito, tornando maior o risco para o fornecedor.  As recessões acarretam novas insolvências. As falências geram reacções em cadeia de novas insolvências e uma empresa financeiramente saudável é, repentinamente, afectada passando também ela, a ter problemas com as suas cobranças numa 1ª fase e, posteriormente, com os seus próprios pagamentos.

Num filme cansado, repetitivo e sem “suspense”, o Estado, no seu papel mobilizador da economia, é conivente com esta situação de atrasos, tornando-se o exemplo para as PME’s onde a maior parte do seu investimento é sustentado pelos seus fornecedores – mora, atrasos nos pagamentos… No entanto, o Parlamento Europeu, aprovou novas medidas de combate aos atrasos no pagamento, onde os seus Estados-Membros, têm dois anos para transpor a directiva. Será que teremos finalmente um Blockbuster ?

Segundo a nova versão da directiva aprovada pelo Parlamento Europeu (PE), o prazo de pagamento das facturas por parte de entidades públicas ou de empresas não deverá ser superior a 30 dias.

De acordo com o relatório do PE, o problema é particularmente grave nos países sul da Europa, onde 90% das PME recebem os pagamentos que lhe são devidos com atraso. Por vezes, os prazos de recebimento são superiores a 12 meses, e o problema tem vindo a agravar-se com a crise económica. As dificuldades orçamentais do Estado dificultam os recebimentos e desequilibram a tesouraria das PME.

“Os atrasos de pagamento provocam perdas de 300 mil milhões de euros por ano.”

Para o comissário europeu António Taiani, a disciplina dos pagamentos também é favorável às administrações públicas, permitindo comprar a preços mais baixos. Actualmente, as empresas fornecem os organismos públicos com preços mais elevados para compensar os prazos de pagamento.

No caso de transacções entre empresas, os prazos de pagamento não deverão exceder, por regra, 60 dias. No entanto, as empresas poderão fixar períodos de pagamento mais alargados em certas circunstâncias, por exemplo, quando desejarem conceder créditos comerciais aos seus clientes. Vai continuar a ser possível para as empresas chegar a acordo explícito quanto a prazos de pagamento superiores a 60 dias, contanto que esta prorrogação não constitua um “abuso manifesto face ao credor”.

Esperar para ver, como se diz lá na terra, no entanto vivemos no presente e o futuro é incerto.

Hoje vivemos uma crise sem precedentes e a nível global. Dizia John F. Kennedy que quando escrita em Chinês, a palavra CRISE é composta por dois carácteres: um representa PERIGO e o outro representa OPORTUNIDADE.

Existem actualmente várias soluções, para prevenir a dívida e combater a mora. Mas mais do que uma solução, o seguro de crédito actua, ajudando as empresas a vender… mas a vender bem e com segurança… Com o seguro de crédito, as empresas encontram um parceiro que funciona como um departamento de cobrança… mas mais eficaz pois, se apesar das precauções advier um prejuízo, a empresa será indemnizada.

O seguro de crédito, transfere a responsabilidade dos créditos para a seguradora, que os verifica e orienta de acordo com a capacidade de endividamento dos compradores. Os riscos críticos podem ser detectados na fase inicial e o segurado alertado para clientes problemáticos, evitando ou minimizando prejuízos.

A transferência para a seguradora da responsabilidade dos créditos, permite à empresa vender e cobrar bem.

As companhias de seguros de créditos servem para amparar o primeiro golpe. O não pagamento de um dos maiores clientes é um dos motivos mais comuns de falência. Às vezes, um acontecimento deste tipo pode ser previsto, desde que se disponha das fontes correctas de informação que o seguro de crédito coloca à disposição dos seus segurados. Qual a alternativa ? Recurso aos tribunais onde a acção se prolonga muitas vezes por períodos incomportáveis para a gestão corrente das empresas. Com o seguro de crédito, um dos riscos que garante é o risco de mora. Através do atraso no pagamento, a seguradora substituirá a empresa na cobrança e indemnizará a empresa pelo incumprimento do seu cliente ou procederá ao reembolso ao banco caso a empresa utilize o desconto bancário.

O seguro de crédito actua com um departamento de crédito e cobranças nas empresas. As despesas relacionadas com a vigilância de clientes existentes, estudo de novos mercados e cobrança, sofrerão uma redução. Internamente irá permitir poupar tempo que antes gastava em reuniões de coordenação e em discussões com o departamento comercial. É uma opinião neutra nas discussões entre os departamentos financeiros e comerciais. Quando ocorre conflito entre estes dois posicionamentos, é extremamente útil obter o parecer de um especialista neutro, alguém que possa ficar de fora do debate e avaliar a solvabilidade de um cliente sem estar emocionalmente envolvido. Assim, é evitado decisões emocionais que podem afectar a posição de risco da empresa.

De que está à espera ?

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2016-12-01T15:39:10+00:0015/12/2010|Categorias: Portugal|0 comentários
error: Segurança, acima de tudo! ;)