Os resultados da colocação de dívida pública foram positivos, mas não se deve embandeirar em arco.

Hoje, Portugal fez uma colocação importante de Obrigações do Tesouro a um preço inferior a 7%. A pressão financeira sobre Portugal diminuiu?
Não sou adivinho, mas a operação correu melhor do que as piores expectativas. A fixação deste conceito é muito importante para não metermos esta iniciativa importante para o País naquele rol de acontecimentos em que se quer ver quem perdeu e quem ganhou. Agora, com a mesma frontalidade, não devemos embandeirar em arco.

O que se passou hoje [ontem] foi um ponto de inversão da situação de Portugal?
A verdade é que estamos longe, no meu ponto de vista, de ter chegado ao Cabo das Tormentas e, principalmente, de ter dobrado o Cabo das Tormentas. Devemos, com a tranquilidade possível, mas com objectividade máxima, acompanhar a evolução da situação nos próximos dias e agir, e reagir, naturalmente em consonância e em concordância com as conclusões que cada operador responsável tire sobre essa matéria.

O recurso ao FMI continua em cima da mesa…
A questão da entrada, chamemos-lhe assim, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e, especialmente, do Fundo de Resgate Europeu, que inclui nos seus recursos o próprio FMI, é uma linha de trabalho que vem sendo desenvolvida há vários meses e que tem envolvido também o director-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, que, como sabemos, é alguém muito qualificado nos domínios da macro-economia e da economia internacional e que, politicamente, não esconde, bem pelo contrário, é um destacado membro do Partido Socialista francês. Acho que é um primeiro sublinhado para, de alguma forma, combater a ideia de que o FMI e os seus protagonistas são uma espécie de demónios à solta que não querem fazer outra coisa senão prejudicar os pobres e tornar os ricos mais ricos, isto numa versão ‘Robin dos Bosques’.

Fonte: Económico

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2011-01-13T21:37:48+00:0013/01/2011|Categorias: Portugal|0 comentários
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