Maiores produtores enfrentaram quedas de produção nacional, o que leva os países a terem de importar a matéria-prima.

Há 15 anos que o algodão não ultrapassava a barreira de um dólar por libra-peso (o equivalente a 450 gramas). O comportamento aconteceu com o facto da procura por parte das fábricas têxteis pelo produto ter ultrapassado a oferta.

Os contratos para entregas em Dezembro da matéria-prima subiram para os 1,0198 dólares por 450 gramas, algo que não acontecia desde Junho de 1995.

Na semana passada, os gestores de “hedge-funds” (fundos de cobertura de risco) e muitos outros especuladores aumentaram em 2% as suas posições líquidas a longo prazo e nos futuros de Nova Iorque, a acompanhar a subida de preço.

“Existe uma escassez real de algodão disponível para as fábricas para as novas entregas da matéria-prima, seja na Índia, no Paquistão ou na China,”, referiu à Bloomberg um analista de mercado australiano, David Watson.

A China, sendo a maior produtora de algodão, poderá ter de importar a mercadoria, caso as baixas temperaturas e a chuva danifiquem as culturas. Também na Índia, as monções mais prolongadas podem fazer com que a produção seja inferior à esperada. Para não fugir à regra, também o Paquistão terá de importar algodão devido à queda de produção nacional causada pelas graves inundações que sentiu.

Os preços podem subir entre 10 e 15 cêntimos por libra-peso entre os próximos 15 dias e um mês, sugere outro analista do sector que afirmou que nunca assistiu “a uma subida tão agitada” do preço do algodão, o que fez com que isso tivesse “quebrado as regras”.

“Quando a oferta de novas produções acontecer no fim de Outubro, início de Novembro, iremos assistir à sua total disponibilidade. O que me leva a dizer que os preços vão recuar e corrigir”, salientou David Watson evidenciando que a evolução pode não ser permanente.

Fonte: Negócios

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2010-09-20T18:01:25+00:0020/09/2010|Categorias: Internacional|0 comentários
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