Mais de 7.700 PME conseguiram passar no crivo em 2014.

Foram 7.732 as empresas distinguidas com o estatuto de PME Líder em 2014, mais 14% que em 2013. Mas para se merecer este estatuto é preciso passar por um crivo apertado de selecção. É que ser-se PME Líder significa ser uma empresa que se distingue das outras pelo seu perfil de desempenho superior. E é isso mesmo que o IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento) quis distinguir quando lançou este estatuto, no âmbito do programa FINCRESCE, um programa que tem como objectivo conferir notoriedade e optimizar as condições de financiamento das empresas com superior perfil de risco e que prossigam estratégias de crescimento e de reforço da sua base competitiva.

Mas o estatuto é atribuído por outra entidade além do IAPMEI: o Turismo de Portugal (TP), no caso das empresas de turismo. Ambos têm parcerias com dez bancos a operar no país.

São vários os critérios para a designação de uma PME Líder.

Ser PME é naturalmente uma obrigação e a certificação deve ser renovada anualmente. Depois, claro está, nada de dívidas à administração fiscal, à Segurança Social, ao IAPMEI e ao TP.

Uma PME de sucesso é obviamente uma empresa que vai mais além. Que não limita a sua actuação ao mercado nacional, estando de olhos postos no exterior. E para se conseguir o estatuto de Líder, é preciso prosseguir estratégias de expansão e de aumento da competitividade, tendo sucesso dentro e fora de portas, com resultados líquidos positivos, pelo menos nos últimos três anos completos de actividade, EBIDTA positivo nos últimos dois anos em análise e com autonomia financeira superior a 30%.

Já o volume de negócios deve ser igual ou superior a um milhão de euros.

O perfil de risco tem que estar posicionado nos mais elevados níveis, estando também a escrutínio o perfil de ‘rating’, que deve ser superior.

Reunidos estes critérios, cabe aos bancos parceiros convidar as empresas e propô-las. Depois de aceite é o IAPMEI ou o Turismo de Portugal que comunicam à empresa, com conhecimento do banco proponente.

Importante referir que em 2014 as PME que obtiveram o estatuto registaram uma autonomia financeira média de 48%. As rendibilidades dos capitais próprios, do activo e das vendas destas empresas, tiveram taxas de crescimento na ordem dos 30%.

Estatuto pode caducar
O estatuto de PME Líder é um selo de reputação na relação das empresas com o mercado e é factor de sucesso imediato no acesso ao crédito bancário e às várias fontes de financiamento disponíveis no mercado. É também uma porta aberta para um melhor relacionamento com a administração pública e acesso a melhores condições de financiamento.

O estatuto PME Líder é validado até final de Agosto do ano seguinte, devendo ser renovado até essa data sob pena de caducidade.

E se há empresas que vão renovando este estatuto com os anos, outras há que o podem perder. Basta que deixem de cumprir um dos critérios. O estatuto pode também caducar em qualquer momento pela existência de um facto que possa pôr em causa a qualidade de desempenho que se pretende associada ao estatuto. É o caso do registo de processos de insolvência em empresas participadas pelos sócios/accionistas nos últimos 12 meses; o incumprimento com instituições financeiras ou resultante de informação da central de risco de Crédito do Banco de Portugal; processos fiscais, judiciais e situações litigiosas, cujas repercussões futuras possam afectar significativamente a situação económico-financeira da empresa ou de avalistas; conhecimento de ocorrências de incidentes, como cheques devolvidos, apontes e protestos de letras.

Ao verificar-se qualquer um destes episódios, IAPMEI ou Turismo de Portugal são responsáveis pela comunicação à empresa da suspensão do estatuto PME Líder.

Importante mencionar que entidades como SGPS, IPSS, associações e outras instituições que não tenham lucro como objectivo e sem contabilidade organizada são automaticamente excluídas do acesso ao estatuto de PME Líder.

Fonte: Económico

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2016-12-01T15:37:48+00:0021/06/2015|Categorias: Portugal|Tags: , |0 comentários
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