Quando um cidadão comum escreve um parágrafo no Facebook a insultar o CEO de uma empresa, não acontece nada. Mas se esse cidadão for um jornalista do Washington Post ou um engenheiro da Yahoo, o caso muda de figura. Aquilo que os utilizadores escrevem nas suas contas nas redes sociais deixou de ser pessoal e passou a ser matéria para o código de conduta da empresa.

“Publicações em blogues podem gerar cobertura na comunicação social”, avisa a Yahoo, no documento de regras para os seus trabalhadores. A empresa de internet sublinha que pode haver consequências legais para quem escrever o que não deve– por exemplo, se dados confidenciais forem publicados, mas garante que acredita em “incentivar uma comunidade online florescente e apoia a criação de blogues como uma componente válida de partilha de média.”

A Vodafone vai mais longe e dedica um espaço às redes sociais no seu código de conduta. “Não queremos que diga algo que tenha consequências não intencionais”, diz a operadora móvel. As regras podem resumir-se em três, indica a empresa: “seja você mesmo, utilize o senso comum e respeite a lei.”

Adidas pede, como muitas outras marcas, que os colaboradores se identifiquem claramente como trabalhadores da empresa. No entanto, salienta: “Você é pessoalmente responsável pelo conteúdo que publica em blogues, wikis ou qualquer outro meio. Lembre-se que a internet nunca esquece.” A marca desportiva recomenda cuidado antes de fazer publicações e pede cuidado com as informações que se relacionem consigo. “O senso comum é um enorme fator nesta questão.”

O jornal norte-americano Washington Post também estabelece regras que devem ser seguidas, tendo em conta a utilização massiva de redes sociais por jornalistas. “Os jornalistas do Washington Post são sempre jornalistas do Washington Post”, mesmo quando se trata de contas pessoais, avisa o meio.

Boa parte das empresas utiliza estas expressões, “senso comum”, “respeito”, “prudência.” Mas nenhuma chega sequer aos pés do governo da Catalunha

[Generalitat de Catalunya]. Nada mais que 44 páginas de recomendações, que tratam as principais redes sociais uma a uma. Há uma secção para o Facebook, Twitter, Flickr, LinkedIn, YouTube e Delicious, sem esquecer os blogues e passando ainda pela Slideshare. As regras são detalhadas ao ponto de o documento estabelecer qual a frequência com que o colaborador deve fazer publicações e não permitir comentários nos vídeos do YouTube.

Fonte: Dinheiro Vivo

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2016-12-01T15:38:24+00:0022/05/2013|Categorias: Internacional|Tags: , , |0 comentários
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