Goldman Sachs não acredita em “haircuts” na dívida soberana dos periféricos, mas alerta para exposição do sector financeiro português. A CGD pode ser o banco nacional mais castigado.

“Não prevemos que haja restruturação da dívida emitida pelos países periféricos da Zona Euro”, diz o Goldman Sachs. Mesmo tendo esta perspectiva optimista, o banco norte-americano não deixa de apresentar cenários considerando a possibilidade de haver perdas com estes títulos para o sector financeiro. No limite, os bancos nacionais arriscam-se a registar imparidades superiores a 6 mil milhões de euros.

A projecção do Goldman Sachs para as perdas conjuntas do BCPBESBPI e Caixa Geral de Depósitos (CGD) é de 6,6 mil milhões, isto no “cenário extremo” em que Portugal, Irlanda e Grécia (os três países considerados pelo banco de investimento), deixariam de cumprir com 60% das suas obrigações para com o pagamento da dívida.

No mínimo, a restruturação da dívida destes três países teria um custo de 2 mil milhões, refere o banco de investimento, numa nota de “research” a que o Negócios teve acesso. O estudo coloca a CGD no topo do “ranking” dos bancos nacionais com maiores perdas potenciais. Ascendem a 2,9 mil milhões, num “cenário extremo”.

Fonte: Negócios

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2016-12-01T15:39:10+00:00 14/12/2010|Categorias: Portugal|0 comentários
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