As novas exigências vão deixar os bancos com menos dinheiro para emprestar, devendo apertar nos ‘spreads’ e comissões.

Ser cliente bancário, particular ou empresarial, vai ficar mais caro. Maiores exigências de capitais próprios são sinónimo de menor rentabilidade para as instituições bancárias, o que se traduz em menor capacidade de financiamento à economia e, consequentemente, um agravamento do custo do crédito, taxas de juro e outros encargos, e das comissões associadas à prestação de outros serviços e produtos bancários.

Estas são as principais consequências do acordo sobre Basileia III, identificadas pelos especialistas contactados pelo Diário Económico. A poucas horas de se assinalar o aniversário da falência da Lehman Brothers, que esteve na origem de uma crise financeira que se arrasta até hoje, os bancos centrais e os dirigentes dos supervisores financeiros de 27 países aprovaram a reforma do sistema financeiro, cujo principal objectivo é reduzir a probabilidade de crises e falências no futuro.

Basileia exige que a banca quase que triplique os capitais próprios – de 2% para 4,5% a que é adicionada uma “almofada de capital” de 2,5% -, o que os especialistas apelidaram ontem de “um passo no sentido certo”, alertando, contudo, que a reforma deve continuar o seu caminho, não podendo terminar neste acordo. Os bancos que fiquem acima dos 4,5% e abaixo dos 7% irão enfrentar restrições no pagamento de dividendos e bónus aos gestores.

Tentando evitar um impacto negativo na economia a curto prazo – ainda a braços com a resolução a crise de liquidez e da dívida soberana – foi estipulado que as novas regras serão implementadas de forma faseada a partir de 2013 e os bancos terão um período de cinco anos para se adaptarem.

Fonte: Económico

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2016-12-01T15:39:16+00:0014/09/2010|Categorias: Portugal|0 comentários
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