O valor das cedências de liquidez feitas pelo banco central à banca nacional desceu 9,4 mil milhões de euros em Setembro face a Agosto.

O recurso da banca nacional a financiamento junto do Banco Central Europeu (BCE) desceu em Setembro pela primeira vez e é o valor mais baixo desde Junho. Ainda assim, Portugal é o segundo país que mais recorre ao banco central depois da Grécia e muito próximo da Irlanda.

O montante das cedências de liquidez pedidas ao banco central diminuiu mais de 19%, dos 49,1 mil milhões de euros em Agosto para os 39,7 mil milhões, segundo dados provisórios divulgados ontem pelo Banco de Portugal (BdP).

A explicação avançada pelos economistas centra-se na redução das necessidades de financiamento da banca, conseguida através, por exemplo, da restrição na concessão de crédito e do aumento do financiamento conseguido junto dos clientes, já que os mercados interbancários ainda não estão normalizados. “Os bancos tiveram menores necessidades de financiamento e terão conseguido outras formas de financiamento”, referiu o economista-chefe do Santander, Rui Constantino.

A explicação é partilhada pela economista-chefe do BPI. Cristina Casalinho enumera cinco razões que levaram à diminuição do recurso ao BCE: “Desaceleração da concessão de crédito à economia”; “os depósitos têm vindo a aumentar”; “os bancos têm sido bem sucedidos na colocação junto de clientes de obrigações, reduzindo assim o recurso aos mercados grossistas internacionais”. A juntar a isto, Casalinho realça ainda a alienação de carteiras de títulos por parte de alguns bancos e uma maior colocação de dívida por parte do IGCP junto de investidores não residentes.

Fonte: Económico

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2016-12-01T15:39:15+00:0012/10/2010|Categorias: Portugal|0 comentários
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