O Wall Street Journal cruzou dados e chegou à conclusão de que os bancos europeus, designadamente os franceses mas também o britânico Barclays, preencheram os formulários dos “testes de stess” por defeito, escondendo boa parte da exposição à dívida pública grega, espanhola e portuguesa.

A notícia está hoje a provocar uma nova vaga de tensão nos mercados financeiros, com as acções dos bancos europeus a serem pressionadas, e as taxas de juro exigidas para comprar dívida pública destes três países a subirem.

O WSJ comparou dados do Banco Pagamentos Internacionais (BIS, na sigla inglesa) e os reportados pelos quatro maiores bancos franceses, que gerem quase 80% dos activos do sistema financeiro do país, e detectou enormes disparidades.

A exposição à dívida grega, por exemplo, foi cifrada em 6,6 mil milhões de euros, quando os dados do BIS a colocam em 34,7 mil milhões. Ou seja, apenas 20% da potencial exposição terá sido captada nos testes conduzidos pelo Comité Europeu de Supervisão Bancária. A exposição reportada à dívida portuguesa representa, por seu turno, 32% do que os dados do BIS deixam antecipar.

O jornal admite que há diferenças de calendário e de metodologia que podem explicar parte deste “buraco”, mas escreve que isso não impede que se tire a conclusão de que “alguns bancos não forneceram uma imagem completa da sua exposição à dívida soberana como os reguladores reclamavam”.

Fonte: Negócios

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2016-12-01T15:39:16+00:0007/09/2010|Categorias: Internacional|0 comentários
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