Crise financeira está a deixar as empresas na pior situação dos últimos anos.

A crise económica no Brasil parece não dar tréguas: os custos de financiamento atingiram o pico mais elevado desde 2003 e a confiança dos empresários recuou para níveis de 1999. As dificuldades dos empresários são tão grandes que, no ano passado, os tribunais decretaram mais de 5500 falências, o número mais elevado desde 2008, de acordo com dados da agência Serasa Experian, citados pela Bloomberg.

A recessão económica, que já vai no segundo ano, confirma o pior ciclo económico em mais de cem anos e é acompanhada pela desvalorização a pique das matérias-primas. Conjugados, estes dois factores estão a degradar a atividade económica do país. Desde indústrias do metal à aviação, a Fitch admite que o risco de falência é muito elevado. A situação, no entanto, pode piorar, prevê o analista Joe Bormann, que antecipa uma escalada nos custos de financiamento às empresas.

Bormann coordena uma equipa de 60 analistas e é responsável por 500 empresas. Assiste, diz, à pior situação em mais de duas décadas. “É oficialmente uma crise financeira”, adiantou à Bloomberg, lembrando que desde os escândalos de corrupção de junho, nenhuma empresa conseguiu financiamento internacional. A Fitch e Standard & Poors cortaram o rating do Brasil para um nível lixo no ano passado. Problema: “nada melhorou”, disse Wilbert Sanchez da TCP Lating America, empresa financeira de São Paulo. “Agora limitam-se a atirar a toalha ao chão”.

Fonte: Dinheiro Vivo

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2016-02-16T00:53:36+00:0016/02/2016|Categorias: Internacional|Tags: , , , |0 comentários
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