O futuro da CNE – Cimentos Nacionais e Estrangeiros, cimenteira da SLN (hoje Galilei), antiga dona do BPN, está neste momento nas mãos da Justiça, apurou o Económico.

Um dos accionistas da cimenteira, António Nogueira, e seu actual gestor, entregou no Tribunal do Comércio um pedido de insolvência da CNE. Na mesma acção, o accionista pede ainda para, em caso do tribunal dar provimento ao processo, ser ele a administrar a massa falida. A Galilei, que detém a CNE através da sociedade Plêiade, já contestou a acção.

O grupo que detinha o BPN é também alvo, ele próprio, de um pedido de insolvência igualmente posto em tribunal por António Nogueira.

Contactada, a Galilei confirmou a existência das acções mas não quis fazer qualquer comentário.

Na origem das acções colocadas no final de Agosto está um diferendo que se prolonga há muito entre António Nogueira e a antiga SLN quanto à percentagem que o primeiro detém no capital. O grupo reclama que não foram apresentadas provas da propriedade das acções e o accionista diz ter 25% do capital. Por outro lado, está já há mais de um ano em tribunal um processo contra a administração da CNE, liderada por António Nogueira, em que a Plêiade acusa a gestão de danos, nomeadamente de sobre-avaliação de ‘stocks’ e contabilização de custos fictícios.

O agravar das relações entre as duas partes aconteceu este Verão. A Plêiade pediu a convocação de uma assembleia-geral extraordinária, marcada para dia 1 de Setembro, mas que nunca chegou a acontecer. Na convocatória pedia-se que fossem apreciados “indícios que revelem a existência de elementos contraditórios constantes dos documentos de prestação de contas e dos registos contabilísticos da sociedade”. E pedia-se a votação de uma proposta para que se avançasse com uma acção “de responsabilidade civil para com a sociedade e para com os accionistas, e ainda responsabilidade criminal contra os administradores da sociedade, bem como contra o presidente da mesa da Assembleia Geral”.

O Económico sabe que a mesma assembleia-geral nunca se concretizou, depois de António Nogueira e o presidente da mesa da Assembleia Geral, Pádua Gonçalves, terem impedido a presença do representante da Plêiade na reunião.

Fonte: Económico

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2016-12-01T15:39:16+00:00 16/09/2010|Categorias: Portugal|0 comentários
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