O indicador de confiança da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP) registou, em Outubro, o pior valor da série iniciada em Janeiro de 2000, segundo dados divulgados hoje.

A análise de conjuntura da FEPICOP refere que “o indicador de confiança, resultante da avaliação sobre a carteira de encomendas e das perspectivas de evolução do emprego do sector assumiu, em Outubro, o valor mais desfavorável de toda a série iniciada em Janeiro de 2000, consequência da significativa deterioração das perspectivas de emprego futuro do sector”.

A Federação da Construção afirma que os indicadores de produção “sofreram quebras em todos os segmentos de actividade do sector da construção, quando comparados com os valores observados um ano antes”.

Estas descidas foram, no entanto, “mais moderadas do que nos meses iniciais de 2010, o que não se revelou suficiente para conduzir à retoma da confiança dos empresários da construção”.

A maior queda foi registada no segmento das obras de engenharia civil.

A federação salienta que, até Outubro, manteve-se “um crescimento sensível do valor das novas obras lançadas a concurso (mais 18,5%), o que constitui um sinal positivo para o desempenho deste segmento do sector, ao longo dos próximos meses”.

No que respeita ao mercado laboral, a FEPICOP afirma que “os últimos valores conhecidos revelam-se mais animadores do que a maioria dos outros indicadores disponíveis, já que registam evoluções positivas face aos meses anteriores, embora se mantenham mais desfavoráveis do que em 2009”.

Até Setembro, deverão ter trabalhado na construção cerca de 482,2 mil pessoas, menos 28 mil do que nos mesmos meses de 2009, o que representa “um acréscimo de cerca de 12 mil pessoas a trabalhar no sector do segundo para o terceiro trimestre” deste ano.

Fonte: Oje

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2010-12-02T16:42:52+00:0002/12/2010|Categorias: Estatística|0 comentários
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