Os bancos portugueses aumentaram as restrições na atribuição de crédito no último trimestre de 2010, devido à importância dada à “deterioração” das expetativas económicas.

O aperto sentiu-se mais nos empréstimos às empresas.

O Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito, que o Banco de Portugal (BdP) divulgou hoje, quinta-feira, refere ainda que os bancos portugueses prevêem também para o primeiro trimestre de 2011 restrições ao crédito – em especial às empresas – e uma quebra nos pedidos de empréstimo, sobretudo para comprar casa.

“Os critérios de concessão de empréstimos às sociedades não financeiras tornaram-se significativamente mais restritivos no quarto trimestre de 2010”, refere o inquérito do banco central. “Este aumento da restritividade, apesar de transversal aos vários segmentos, foi particularmente intenso nos empréstimos a grandes empresas e nos empréstimos a longo prazo”, acrescenta.

Os dois fatores principais que levaram ao perto do crédito às empresas e aos particulares foram, segundo o inquérito do BdP, a “importância dada à deterioração das expectativas quanto à actividade económica em geral” e “a deterioração das condições de financiamento e restrições de balanço, bem como da posição de liquidez dos bancos”.

A restrição aos empréstimos teve como consequência o aumento dos ‘spreads’ nos empréstimos de médio e alto risco, bem como no aumento das condições que os bancos exigem para emprestar, refere o BdP.

Fonte: Dn

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2011-02-02T02:16:00+00:0002/02/2011|Categorias: Portugal|0 comentários
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