A Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas de Portugal (AICCOP) considera “um êxito” a missão empresarial a Moçambique, mas apela às autoridades moçambicanas para “aplicarem quotas especiais” para empresas que queiram investir no país.

O presidente da AICCOP, Reis Campos, disse hoje à Lusa que “muitas empresas portuguesas”, de um total de duas dezenas, “estão muito interessadas” em investir em Moçambique.

Durante uma visita ao país, que começou terça-feira e termina hoje, os empresários portugueses da área de construção civil depararam-se com a exigência de quotas para trabalhadores estrangeiros por parte do governo moçambicano.

A lei do trabalho de Moçambique estabelece tectos no número de contratação da mão-de-obra estrangeira, admitindo somente a entrada destes trabalhadores desde que não haja nacionais qualificados ou em número insuficiente para preencher o quadro de pessoal.

Em declarações à Lusa, Reis Campos disse ter apresentado ao executivo de Maputo uma proposta de aplicação de quotas especiais para as empresas que entrem em Moçambique.

“Neste momento, precisamos nas nossas empresas que este número não seja tão díspar, pelo menos no início”, disse Reis Campos.

Numa pequena e média empresa a lei moçambicana admite apenas a contratação estrangeira em 10% da totalidade dos trabalhadores, o equivalente a um trabalhador estrangeiro num universo de 10 moçambicanos. Reis Campos sugere no entanto que “podiam ser dois ou três”.

A AICCOP considera Moçambique “estratégico” para a internacionalização do empresariado português, assinalando “a aliança” com as construtoras moçambicanas como importante para o crescimento dos dois países.

A missão portuguesa das empresas de construção civil que hoje terminou a visita de quatro dias a Moçambique é composta por 20 empresários de todos os segmentos do sector em Portugal, incluindo das maiores construtoras do país.

A agremiação poderá em breve formar moçambicanos em vários ramos ligados ao sector de construção, adiantou o presidente da AICCOP.

Fonte: Oje

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2016-12-01T15:39:11+00:0026/11/2010|Categorias: Internacional|0 comentários
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