Os mais de cem credores do Grupo Fonsecas, empresa de Torres Vedras ligada ao comércio de automóveis e combustíveis, decidiram encerrar a empresa e avançar com a liquidação dos seus bens.

Na primeira assembleia de credores realizada no Tribunal de Torres Vedras, os credores votaram por unanimidade o relatório do administrador de insolvência, Eusébio Gouveia, que vem propor o encerramento da empresa e a liquidação imediata dos seus bens a favor da massa salarial.

Os principais credores da sociedade são várias instituições de crédito, que financiaram a empresa ao longo dos anos, a começar em 2003 pela aquisição da sociedade por 15 milhões de euros pelo então novo accionista.

A insolvente possui dívidas no montante de 21 milhões de euros, dos quais 7,2 milhões são Banco Comercial Português (BCP), mas foi o banco Credibom em Fevereiro deste ano que pediu a insolvência.

Entre mais de uma centena de credores, 80 são ex-trabalhadores que ficaram no desemprego com dois ou três meses de salários em atraso.

Os 80 trabalhadores têm indemnizações a receber no valor de 1,8 milhões de euros, de acordo com o inventário da dívida elaborado pelo administrador de insolvência, Eusébio Gouveia, a que a agência Lusa teve acesso.

No relatório da insolvência, a que a Lusa também teve acesso, Eusébio Gouveia propõe o encerramento da empresa, tendo em conta situações de aparente gestão danosa da administração do Grupo Fonsecas.

O advogado do ex-administrador, Tinoco Faria, contestou em tribunal o relatório de insolvência, ao afirmar que «as razões da insolvência não são as que constam do relatório mas a crise que abalou o sector em 2008» e que gerou uma «quebra de 40 por cento nas vendas» da empresa.

O administrador de insolvência e credores dispõem agora de 15 dias para darem parecer se a qualificação de insolvência deverá ser fortuita ou danosa.

Fonte: Tsf

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2010-12-14T22:49:12+00:0014/12/2010|Categorias: Portugal|0 comentários
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