Chanceler alemã e presidente da Comissão Europeia discutiram situação do euro e crise da dívida

São duas das personalidades mais influentes na União Europeia e estiveram reunidas ontem à noite, terça-feira, em Berlim. «Falaram sobre a situação do euro». Foi o que esteve em cima da mesa de discussão da chanceler Angela Merkel e do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.

Segundo um porta-voz do Governo alemão, Steffen Seibert, também houve espaço para abordarem «a necessidade de reduzir as dívidas públicas, a reforma do Pacto de Estabilidade e Crescimento e as medidas para melhorar a competitividade na União Europeia».

Fórum Económico Mundial debate crise da dívida na Zona Euro

Numa reunião sem jornalistas por perto, e após a qual Merkel e Barroso não fizeram declarações, foi também debatida a política energética dos 27 países membros, tema do Conselho Europeu a realizar no princípio de Fevereiro, em Bruxelas.

Para além disso, a chanceler alemã e o presidente da Comissão Europeia concordaram que a coordenação económica na Zona Euro deve assumir «uma importância cada vez maior».

Embora o breve comunicado do porta-voz do executivo alemão, citado pela Lusa, não faça referência, a verdade é que Bruxelas e Berlim têm vivido momentos de alguma crispação quanto à eventualidade de aumentar as verbas do fundo de resgate europeu. Uma proposta que Barroso tem defendido com insistência e que a Alemanha se apressa a rejeitar, tendo sublinhado – não fosse a maior economia europeia – que o fundo vai ficar pelos 750 mil milhões de euros. Ou seja, vai ficar como está.

O Governo de Merkel justifica esta posição pelo facto de terem sido utilizadas pouco mais de 10% das garantias totais, para ajudar a Irlanda com um pacote de 85 mil milhões de euros.

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, admitiu, porém, que as garantias do fundo que são da responsabilidade dos países da zona euro podem ter que ser reforçadas, para atingir o valor previsto de 440 mil milhões de euros.

O valor restante é garantido pela União Europeia (60 mil milhões de euros) e pelo Fundo Monetário Internacional (250 mil milhões de euros).

Schaeuble apelou, simultaneamente, a maior descrição neste debate, defendendo que é necessária, de qualquer forma, «uma solução mais abrangente», que vá além do aumento do fundo de resgate, para garantir a estabilidade da moeda única e resolver o problema da dívida soberana de alguns estados, nomeadamente Portugal.

Fonte: Agência Financeira

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2016-12-01T15:39:09+00:0002/02/2011|Categorias: Internacional|0 comentários
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