Os empresários portugueses do sector têxtil temem que a crise política e social no Egipto venha a provocar dificuldades no abastecimento de algodão.

Depois de uma subida histórica de 120% no preço daquela matéria-prima em apenas um ano, os industriais revelam-se preocupado com a possibilidade de as cotações virem a bater novos recordes. E alertam que a “era da roupa barata” pode estar a terminar.

Quando a praça Tahrir, no centro do Cairo, entra em erupção, há um mercado que estremece: o do algodão. Já é histórica a subida de 120% do preço em apenas um ano, mas os industriais têxteis temem que a crise no Egipto, um dos maiores produtores daquela matéria-prima, coloque em risco o abastecimento do mercado internacional. Os empresários receiam ainda que os preços batam agora novos recordes e que a “era da roupa barata esteja a terminar”.

Se a crise no Magrebe até pode trazer um recrudescimento de encomendas para Portugal, que beneficia da proximidade geográfica e de capacidade produtiva instalada, no horizonte dos industriais está já o risco do aumento dos custos de produção. “Se houver uma subida do preço, atingiremos valores absolutamente incomportáveis. Pode determinar escassez de abastecimento”, admite o secretário-geral da Associação dos Têxteis de Portugal (ATP), Paulo Vaz.

Fonte: Negócios

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2016-12-01T15:39:08+00:00 09/02/2011|Categorias: Internacional|0 comentários
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