Enquanto os empresários do sector têxtil se queixam de falta de mão-de-obra numa altura de crise, os sindicatos acusam as empresas de pagarem salários inferiores a 475 euros.

Numa altura em que a elevada taxa de desemprego é apontada como um dos mais graves problemas do país, há um sector que se queixa de dificuldades para arranjar mão-de-obra.

A Associação do Têxtil e Vestuário de Portugal alerta que o sector está a contribuir para o aumento das exportações – que cresceram quase cinco por cento nos primeiros nove meses do ano, em comparação com o mesmo período de 2010 -, mas não tem conseguido obter mais mão-de-obra.

O presidente da associação reconheceu que as empresas não podem oferecer grandes salários e nessas circunstâncias muitos desempregados preferem continuar a viver do subsídio.

O valor do subsídio de desemprego «muitas vezes é próximo do salário que é proposto» e nessas condições há pessoas que preferem continuar sem trabalhar, denunciou João Costa, acrescentando que, no actual contexto de crise, muitas empresas «não têm condições para fazer grandes acréscimos nas remunerações».

Palmira Peixoto, do Sindicato Têxtil do Norte, disse que é preciso saber as condições que estão a ser oferecidas aos trabalhadores e identificar os casos em que acontecem recusas, porque «ninguém gosta de estar em casa apenas por estar em casa».

«É verdade que existe um conjunto muito grande de micro e pequenas empresas em que os salários estão longe de 475 euros», denunciou a sindicalista, acrescentando que há empresários que preferem suportar multas do que pagar o devido aos seus trabalhadores.

A TSF procurou confrontar a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) com esta denúncia, mas até ao momento não obteve resposta.

Fonte: Tsf

Comentários

comentarios

2016-12-01T15:39:12+00:0011/11/2010|Categorias: Portugal|0 comentários
error: Segurança, acima de tudo! ;)