O relatório “Global Risks 2011” identifica os riscos emergentes agravados com a crise financeira e com as tendências demográficas mundiais, alertando para os possíveis impactos que estes riscos possam ter no mundo empresarial. A insegurança e a escassez de recursos dominam as preocupações mundiais.

A segurança das redes, a escassez de recursos e o elevado crescimento populacional encabeçam uma lista de novas preocupações para as empresas, a par com a redução da globalização e as ameaças das armas nucleares e biológicas. O levantamento dos principais riscos emergentes surge no relatório “Global Risks 2011”, do World Economic Forum, publicado, em cooperação, pela Marsh & McLennan, pela Swiss Reinsurance Company, pela Wharton Center for Risk Management e pela Zurich Financial Services. O relatório é feito com base na experiência de 580 especialistas, que não só analisam as probabilidades de risco e os seus impactos nos próximos 10 anos, como ainda identificam um conjunto de riscos emergentes. Foi neste último campo que o Global Risks 2011 questionou as possíveis ameaças inerentes às novas fronteiras para o controlo de informação, que deixam em aberto a probabilidade de falhas de sérvios em grande escala ou até mesmo a ocorrência de ciber ataques entre países. A segurança das redes surge, assim, neste relatório, como um dos riscos emergentes que deve despertar preocupação dos empresários, numa altura em que as armas nucleares e biológicas voltam a dar que falar e em que a crescente desigualdade económica corre o risco de romper a integração económica e política.

Mas a escassez de recursos esta também a gerar sérias preocupações entre os especialistas, que acreditam que as limitações nas commodities, água e energia cria limites para o crescimento e geram conflitos. Além disso, a população mundial continua em crescimento, sobretudo nos países onde os recursos são escassos, o que não deixa de ser preocupante devido ao elevado risco de colapso dos estados e do inerente aumento da violência nesses territórios sobrepovoados, onde todos os bens têm de ser muito disputados.

Economia ilegal prolifera

Além dos riscos emergentes, o relatório do World Economic Forum faz o levantamento do principais riscos a ensombrar os actuais sistemas globais de governança das sociedades. Os riscos macroeconómicos, associados à crise financeira, ao enfraquecimento dos mercados financeiros e à subida do endividamento, deixam antever tempos difíceis na gestão dos riscos macroeconómicos, considerando os especialistas que é necessário continuar a apostar em parcerias público-privadas. “As despesas no longo prazo que precisam de recursos, criadas pelo envelhecimento da população, significam que as pressões fiscais continuarão a crescer. Apenas através de parcerias público-privadas podemos garantir uma resolução para os desafios financeiros associados a esse fenómeno e assegurar que a questão de maior longevidade continua a ser uma tendência positiva para a sociedade”, refere Christian Mumenthaler, chief marketing officer da Swiss Re. Além disso, acrescenta Daniel M. Hoffman, economista da Zurich Financial Services, “na maioria das economias industrializadas as actuais políticas fiscais não são sustentáveis. Na ausência de correcções estruturais mais profundas, existirá um risco muito elevado de dívidas soberanas”.

Com a crise financeira, os chamados mercados negros tendem a proliferar, sobretudo em Estados mais frágeis, representando um aumento da corrupção e do crime organizado.  O crescimento de uma economia ilegal em muitos países será uma realidade difícil de contrariar e podem ameaçar o desenvolvimento de muitas empresas. São também os empresários e gestores do futuro que não podem ficar indiferentes às limitações de recursos vitais, como a água, os alimentos e a energia, cuja procura está a crescer a dois dígitos. ” Mesmo assim, os deficits fiscais crónicos estão a ameaçar os investimentos importantes em infra-estruturas para aumentar a disponibilidade e o acesso a esses recursos”, alega John Drzik, presidente e CEO da Oliver Wyman, do grupo Marsh & McLennan, para quem “a escassez daí resultante é uma ameaça para a prosperidade global”.

Fonte: Oje

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2016-12-01T15:39:09+00:00 18/01/2011|Categorias: Internacional|0 comentários
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