As micro e pequenas empresas são as que revelam os melhores resultados. As grandes pagam até 30 dias.

O prazo de pagamento das empresas portuguesas está a melhorar ligeiramente, mas Portugal é ainda o quarto pior pagador num ‘ranking’ de 28 países. A conclusão é do Estudo de Pagamento de 2015 feito pela Cribis D&B, que analisa o comportamento de pagamentos das empresas. A percentagem de empresas nacionais que cumpre os prazos de pagamento acordados com os fornecedores é de apenas 17,4%, valor que compara com os 37,6% da média europeia. Os dados divulgados referem-se a 2014.

No topo da tabela estão a Dinamarca, onde 90,3% das empresas paga dentro dos prazos, Taiwan (com 75,8% de regularizações pontuais) e a Alemanha (com 74,8%). Já como piores pagadores estão as Filipinas, onde apenas 1,9% paga dentro do prazo, a Austrália (2,8%) e a Nova Zelândia (11,7%). Portugal surge então em quarto lugar.

Dentro da realidade nacional, as micro e as pequenas empresas são as que saem menos mal na fotografia, já que, segundo o estudo, são as que mais cumprem o combinado com os fornecedores. As grandes empresas concentram-se mais no pagamento com atraso até 30 dias, com apenas 5% a pagarem até ao dia estipulado. Por outro lado, o sector agrícola, silvicultura, caça e pesca é o que regista o melhor desempenho, com 27,1% a pagarem dentro do prazo. Já a construção tem a maior percentagem de empresas que pagam a mais de 90 dias (21,5%).

Apesar de tudo, houve uma melhoria: no ano passado, a percentagem de empresas que pagou dentro do prazo aumentou 0,9 pontos percentuais (p.p.) face a 2013. Por sua vez, a percentagem de empresas com pagamentos em atraso até 90 dias desceu 0,5 pontos p.p. e com mais de 90 dias caiu 0,4 pontos.

Fonte: Económico

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2016-12-01T15:37:48+00:0002/07/2015|Categorias: Estatística|Tags: , |0 comentários
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