O governo espanhol pode vir a nacionalizar caixas de aforro que até Setembro não se tenham conseguido recapitalizar, fortalecendo assim os fundos de solvência, como medida para resolver os problemas que permanecem no sector.

O anúncio foi feito hoje pela ministra da Economia, Elena Salgado e ocorre depois de um longo processo de integrações, fusões e aquisições no sector das caixas de aforro que não foi suficiente para resolver todos os problemas de liquidez e de perdas do sector.

A medida hoje anunciada por Elena Salgado obriga a que as caixas de aforro reforcem o seu capital mínimo, dos actuais 6 para 8%, o que se estima que possa levar a uma recapitalização total de até 20 mil milhões de euros no sector.

Se alguma entidade não conseguir alcançar esses valores mínimos até Setembro, ou não consiga demonstrar que é capaz de se financiar nos mercados, teria que se transformar em banco e poderia ser alvo de uma intervenção do Fundo de Reestruturação Ordenada Bancária (FROB).

Os novos valores mínimos de 8% são estabelecidos pelos requisitos internacionais incluídos no Basilia III, que estará totalmente em vigor a partir de 2013.

No caso de entidades em que o FROB tenha que entrar, a operação seria feita através da compra de acções a preços de mercado, implicando um plano de reestruturação e viabilidade da entidade.

O FROB estaria no capital das entidades com máximo de cinco anos.

Fonte: Oje

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2016-12-01T15:39:09+00:00 25/01/2011|Categorias: Internacional|0 comentários
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