Contra ventos e marés, um dos melhores exemplos de gestão empresarial nacional vem do sector da Construção. Num ranking que classifica, entre as 1000 maiores, as 10 melhores empresas portuguesas, a Etermar ocupa um honroso 3º lugar, sendo, de resto, a única representante do Sector a integrar esta lista mais reduzida.

Numa altura em que muitas das suas congéneres enfrentam graves dificuldades, a empresa, com quatro décadas de existência e que actua na área das obras de hidráulica marítima e fluvial, conseguiu passar por um crivo constituído por cerca de 17 critérios quantitativos e indicadores de desempenho, tais como autonomia financeira, produtividade, crescimento do volume de negócios e do VAB, exportação, menor endividamento e geração de emprego, entre outros, e alcançar o referido lugar final.

Internacionalização foi fundamental

Uma das melhores classificações (2º lugar) obtidas pela Etermar verificou-se precisamente no campo da exportação, área onde a empresa tem vindo a apostar mediante “uma estratégia claramente definida”, conforme explicou ao “Jornal da Construção” o director administrativo e financeiro da empresa, Elias Rosa. “A Etermar encarou a internacionalização não como um mal necessário, mas antes como um grande desafio e uma oportunidade de crescimento, tendo havido o talento de angariação de novos mercados antes da quebra generalizada do sector da Construção em Portugal”, precisou aquele responsável, para quem o sucesso da empresa, agora reflectido naquele ranking, fica a dever-se “à confiança dos accionistas da empresa, que continuaram a utilizar parte significativa dos resultados para reforço do seu capital social, de 15 para 25 milhões de euros por incorporação de reservas, à grande aposta feita no seu capital humano, assim como à continuidade da realização de investimentos em meios de equipamento, cada vez mais modernos e de maior capacidade”.

Vantagens competitivas

A abordagem dos mercados externos não teria sido, contudo, bem-sucedida se aquela estratégia não tivesse sido assente na especialização da empresa, pois, como frisa Elias Rosa, “também ali são enfrentados grandes problemas, como a forte concorrência proveniente dos países orientais”. Face a esta realidade, “a Etermar tem procurado mercados e obras específicas, onde as componentes de maior desenvolvimento tecnológico nos asseguram vantagens competitivas. O nosso objectivo é executar obras da nossa especialidade, em que somos, por isso, mais competitivos”, concluiu aquele responsável, revelando que “as oportunidades têm surgido, sobretudo, naqueles mercados cuja situação financeira lhes permite a execução das infra-estruturas de que estão carenciados”. Saliente-se que a Etermar encontra-se presentemente a executar obras em Malta, Argélia, Marrocos, Cabo Verde e Guiné Equatorial.

Menor endividamento

De entre os restantes indicadores utilizados pelo “JN/DN” no apuramento das “10 Melhores”, destaquem-se também as posições conseguida pela empresa no que diz respeito ao menor endividamento, actualmente uma das maiores fragilidades do tecido empresarial português, ao crescimento do VAB, ao crescimento acumulado e à rentabilidade de capitais próprios (3º lugar), assim como no que toca à produtividade real (4º lugar) e à geração de emprego (5º lugar).
A classificação das “10 Melhores” é uma iniciativa do grupo da área da comunicação Controlinveste, que elege as melhores empresas de cada ano económico e tem como objectivo premiar a excelência e conferir maior visibilidade aos casos exemplares de gestão do universo empresarial português.
Fonte: Jornal da Construção

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2016-12-01T15:39:10+00:0014/12/2010|Categorias: Portugal|0 comentários
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