Entre Janeiro e Setembro deste ano, a indústria portuguesa exportou calçado no valor de 989 milhões de euros, que representam um crescimento acumulado de 1,4%.

Segundo dados da Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos (APICCAPS), as machadadas no sector que representaram as situações na Rodhe (o encerramento da empresa em Portugal traduziu-se numa quebra de 4% nas exportações para a Alemanha, onde a marca estava sedeada) e na Aerosoles foram superadas pelas empresas do sector.

Só no mês de Setembro, o crescimento das exportações é de 17,6%, contra um recuo de 0,5% no produto comprado ao estrangeiro. Feitas as contas, o sector do calçado tem um saldo positivo de 628 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, tidas em conta exportações e importações.

O Boletim de Conjuntura da APICCAPS editado pelo Centro de estudos de Gestão e Economia Aplicada da Universidade Católica do Porto adianta que «entre os inquiridos para efeito da preparação do boletim, os que consideram que o estado dos negócios é bom superam os que pensam que é mau em 24 pontos percentuais, o saldo mais elevado de sempre».

França, Holanda, Espanha, Reino Unido, Bélgica e Itália são os destinatários onde o crescimento foi maior. Rússia, Estados Unidos, Canadá e Japão foram os maiores interessados fora da zona-euro.

«Para muitas empresas, as principais dificuldades prendem-se agora com o acesso a factores de produção, nomeadamente com o preço das matérias-primas e com a escassez de mão-de-obra qualificada. Isto porque, pelo terceiro trimestre consecutivo, as empresas que estão a contratar pessoal são mais numerosas do que as que o estão a dispensar», refere o estudo.

Em perspectiva está um último trimestre em que a carteira de encomendas deverá manter-se forte e a produção não deverá diminuir.

Fonte: Sol

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2010-12-07T15:33:50+00:0007/12/2010|Categorias: Estatística|0 comentários
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