Inovação, investimento forte e um produto nacional de qualidade foram ingredientes que não resultaram para a fábrica da Atlanti.Co, unidade de tratamento e embalagem de peixe.

Este projecto, vencedor de vários prémios, previa facturar 10 milhões de euros por ano. Isto foi em 2007. Agora o grupo acaba de avançar para a insolvência, com uma divida de 2,3 milhões de euros aos credores, salários em atraso e muitas dificuldades em perspectiva.

Os promotores do projecto, instalado em Viana do Castelo, estimavam atingir o breakeven das contas em dois anos, mas isso nunca chegou a acontecer e a facturação não chegou a ultrapassar um milhão de euros. Distribuída por 4000 m2 e empregando agora menos 30 trabalhadores em duas linhas de produção, a ideia era apresentada como “uma peixaria em formato industrial”.

“Queremos ser uma marca de referência no sector”, explicava então Manuel Castro, administrador, que agora admite o fracasso do actual modelo, numa altura em que já deu entrada o pedido de insolvência. Em 2007 a realidade era bem diferente e a embalagem e transformação de peixe fresco oriundo de aquacultura e da pesca no Atlântico “totalmente nacional” para comercialização em cuvetes, apresentava-se como a principal atracção do negócio. De filosofia inovadora, também pela vertente social de protecção das espécies, o projecto foi reconhecido e apoiado por alguns concursos nacionais, com destaque para a conquista do prémio BES Inovação 2005.

Uma das novidades consistia na inclusão, nas embalagens, de um total de 25 receitas “nutricionalmente equilibradas”, concebidas propositadamente pela nutricionista Paula Veloso e baseadas na “roda dos alimentos e, sobretudo, na dieta atlântica”. O grupo previa ainda avançar com a produção e distribuição para todo o País, “espreitando” também a possibilidade de exportação de “filetes e lombos” de espécies como pescada, salmão, tamboril, dourada, cherne e atum. O projecto custou na altura 2,6 milhões de euros e está agora na eminência de poder vir a cair por terra, com a justificação da falta de tempo para amadurecimento do conceito.

Fonte: Dn

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2011-01-25T22:11:01+00:0025/01/2011|Categorias: Portugal|0 comentários
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