Portugal estará presente com quase 60 empresas na Heimtextil 2011, a maior feira do mundo de têxteis para o lar, que começa quarta-feira, em Frankfurt (Alemanha), e é considerada uma das “janelas” para as exportações lusas do sector.

O primeiro-ministro, José Sócrates, visitará os pavilhões portugueses para falar com os industriais, na quarta-feira à tarde, no âmbito da campanha do Governo para dinamizar as exportações, consideradas fulcrais para a recuperação da economia nacional, revela fonte oficial do seu gabinete.

A Heimtextil, que termina no sábado, contará este ano com mais de 2.500 exportadores de cerca de 60 países, e deverá atrair mais de 70 mil profissionais do ramo.

Enquanto primeira mostra internacional do género no início de cada ano, a feira é considerada uma plataforma importante para os fabricantes, o comércio, os profissionais do design e os arquitectos de interiores de todo o mundo.

Espalhadas por 19 pavilhões, estarão em Frankfurt nos próximos quatro dias as últimas novidades em têxteis para cama, casa de banho, mesa, janelas, sofás, soalhos, paredes e protecção solar, segundo os organizadores.

A exposição será acompanhada por um amplo programa de palestras a cargo de reconhecidos estilistas internacionais, que falarão sobre as tendências anuais e futuras do sector.

Para Portugal, a Heimtextil “tem um grande peso económico, porque há muitas empresas portuguesas com vastas tradições na área do têxteis lar”, disse à agência Lusa a delegada do AICEP na Alemanha, Elia Rodrigues.

A organização da participação portuguesa está a cargo da Associação Selectiv Moda e da Associação Textiles Selection Home from Portugal, que agrupam os industriais do sector.

A Alemanha é o terceiro maior cliente de têxteis portugueses, a seguir à Espanha e à França. Em 2009, as exportações de têxteis portugueses para a Alemanha atingiram quase 381 milhões de euros, o que representa 9,3% de todos os artigos exportados para a Alemanha.

No universo dos têxteis, a quota de têxteis para o lar exportados para todo o mundo baixou de 16,9% em 2000, para 13% em 2009.

A crise económica e financeira global teve um impacto negativo sobre esta indústria portuguesa, segundo a Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP).

No que se refere à Alemanha, um dos desafios traçados pela ATP para 2011 é recuperar quota de mercado neste país, “agora através de marcas e colecções estruturadas”.

Os têxteis representam 11% das exportações nacionais, 22% do emprego na indústria transformadora e 9% da produção nesta mesma indústria, ainda segundo dados ATP.

Fonte: Oje

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2016-12-01T15:39:09+00:0012/01/2011|Categorias: Internacional|0 comentários
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