As insolvências em Portugal aumentaram em cerca de 37 por cento, no terceiro trimestre deste ano, comparando com 2009. “Na área de abrangência da Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral (NERBE/AEBAL) todos os ramos de negócios estão a ser afectados”, assegura o seu presidente.

A crise em Portugal registou 1730 novos processos de insolvência, no terceiro trimestre deste ano, representando um aumento de 37 por cento, relativamente ao ano transacto, e de 11 por cento, face ao trimestre anterior.

De acordo com o Departamento de Gestão de Risco da Crédito y Caución, através dos processos de insolvência publicados em Diário da República, pode dizer-se que o aumento significativo destas situações tiveram início no primeiro trimestre de 2009, onde se registaram mais de 1000 insolvências.

De acordo com os dados divulgados, um em cada três processos continua a envolver empresas directamente relacionadas com o sector dos serviços, o segundo mais afectado é o da construção, seguido pelos sectores têxtil, alimentar e de distribuição. Os únicos ramos onde se registaram melhorias foram os das máquinas e ferramentas, que reduziram o número de insolvências para metade, assim como, o das peles e dos curtumes e ainda o da electricidade.

“Na área de abrangência da Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral (NERBE/AEBAL) todos os ramos de negócios estão a ser afectados”, assegura o seu presidente, Luís Serrano. Considerou ainda que, “até ao final do ano, muitas mais empresas vão fechar as suas portas, na região”.

O presidente do NERBE/AEBAL terminou referindo que “se está a viver uma situação em que a população já não confia no seu próprio País” e onde “se ouve falar, cada vez mais, infelizmente, em emigração”.

Fonte: A voz da planicie

Comentários

comentarios

2010-10-18T13:38:00+00:00 18/10/2010|Categorias: Portugal|0 comentários
error: Segurança, acima de tudo! ;)