A Jerónimo Martins (JM) quer duas mil lojas na Polónia até 2012, disse hoje Cláudia Falcão, Investors Relation da retalhista, ao Etv.

Questionada sobre a resposta da empresa liderada por Pedro Soares dos Santos, a responsável diz que a receita da retalhista para contornar a crise não tem segredos.

“Para começar o sector de retalho fica um pouco mais protegido em tempos de crise”, notou, acrescentando que a receita “são as estratégias muito fortes dos últimos anos em Portugal e na Polónia”.

A responsável destacou também a “estratégia muito voltada para o consumidor” e o facto de a Jerónimo Martins ter vindo a “provar que consegue executar os planos ambiciosos a que se propõe”.

Questionada no canal 200 da TvCabo sobre o impacto das novas medidas de austeridade nas contas da empresa, entre elas o aumento do IVA, Cláudia Falcão diz que “é obvio que a situação em Portugal tem desafios”, mas “a Jerónimo Martins entrou muito bem preparada

[na crise] porque tem recebido muito a confiança do consumidor”.

Na mesma ocasião, a Investors Relations diz que os “preços muito competitivos” e a orientação para o consumidor vai permitir “continuar a aumentar quota de mercado em Portugal”.

Sobre a Polónia, o grande motor dos lucros da empresa liderada por Pedro Soares dos Santos, a responsável lembra que “o mercado polaco é fundamental para o futuro” e acredita que “a liderança vai ser reforçada nos próximos anos”.

Cláudia Falcão confirmou também a meta das duas mil lojas em 2012 no mercado polaco, adiantando que “temos o objectivo de 3 mil lojas nos próximos 4 a 5 anos”.

“A Biendronka tem-se mostrado inabalável”, frisou ainda, adiantando que “estamos atentos a oportunidades de aquisições tanto na Polónia como em Portugal”.

Em caso de novas compras, garantiu, os planos seriam integralmente financiados na capacidade de gerar ‘cash flow’, que, além disso, “ainda é suficiente para pagar dividendos e reduzir a dívida” da empresa.

Sobre o mercado ucraniano, Cláudia Falcão admite que “a Ucrânia tem uma proximidade geográfica da Polónia e algumas semelhanças ao nível de padrões de consumo”, mas colocam-se algumas questões de estabilidade política e económica que têm de ser estudadas.

A Jerónimo Martins, que já teve lucros recorde em 2009, espera novo recorde em 2010, nota, concluindo que “é para continuar com um plano agressivo de expansão na Polónia”.

Na sessão de hoje as acções da Jerónimo Martins deslizaram 0,77% para 9,82 euros.

Fonte: Económico

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2016-12-01T15:39:14+00:0012/10/2010|Categorias: Portugal|0 comentários
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