O valor das novas encomendas na indústria recebidas pelas empresas industriais portuguesas aumentou 5,7% em Agosto, face igual período de 2009, impulsionado pelo “comportamento positivo do mercado externo”, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística.

Face ao mês de Julho, o valor das novas encomendas na indústria aumentou 0,4 pontos percentuais (no mês anterior tinha crescido 5,3%).

Esta subida, segundo o INE, deve-se ao comportamento do mercado externo, que registou uma variação de 21,9% e uma aceleração face a Julho (quando cresceu 17,9%).

Já no mercado nacional registou-se uma quebra de 8,8%, “mais intensa” que no mês anterior (em Julho teve uma variação de menos 6,6%).

Segundo o INE, o agrupamento de Bens Intermédios aumentou 20,8% (contra 15,9% um Julho), do qual “resultou o contributo positivo mais influente para a variação do índice total”, em 9,4 pontos percentuais.

O Bens de Investimento foi o único agrupamento que apresentou um “contributo negativo”, ao cair 3,9 pontos percentuais, para menos 10,9% em Agosto.

As novas encomendas do agrupamento de Bens de Consumo aumentaram 1,6%, uma taxa inferior em 3,1 pontos percentuais à de Julho.

Já no âmbito das novas encomendas com origem no mercado externo, todos os grandes agrupamentos industriais registaram variações positivas “mais elevadas face às observadas em Julho”, com o de Bens Intermédios a dar o contributo “mais intenso” para a variação do índice agregado, de 15,2 pontos percentuais, devido ao aumento homólogo de 34,7%.

O agrupamento Bens de Investimento aumentou 13,7% em Agosto, uma subida de 4,6 pontos percentuais face ao mês anterior, enquanto o valor das novas encomendas de Bens de Consumo foi de 9%, 1,7 pontos percentuais superior à de Julho.

No que respeita as novas encomendas pelas empresas industriais com origem no mercado interno, o agrupamento de Bens de Investimento teve “o contributo negativo mais influente” para a variação índice, ao diminuir 30,8% em termos homólogos em Agosto (menos 24,0% em Julho).

Já as encomendas nos Bens Intermédios registou uma subida de 8,8% em termos homólogos (4,2% em Julho), contribuindo com 4 pontos percentuais para a variação do índice do mercado nacional.

As novas encomendas de Bens de Consumo caíram 7,6%, invertendo a subida registada no mês anterior (tinha subido 1,4%).

Fonte: Oje

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2010-10-08T16:13:14+00:00 08/10/2010|Categorias: Estatística|0 comentários
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