Comércio a retalho evidencia maior queda desde que há registo. Produção industrial melhora

Novembro foi o pior mês de vendas no comércio a retalho dos últimos seis anos. A variação negativa já se vinha fazendo sentir desde Junho, nas comparações anuais. Mas agora caiu para o valor mais baixo desde que há registos do Instituto Nacional de Estatística. Ou seja, desde 2005.

Em Novembro, a variação homóloga foi de -4,8%, menos 3,6 pontos percentuais em relação a Outubro. Para este resultado, contribuíram as reduções verificadas em ambos os agrupamentos: no comércio de produtos alimentares, a queda foi de -1,6% (2,2% em Outubro) e nos produtos não alimentares foi de -7,6% (-4,2% no mês anterior).

Quanto à variação dos índices de emprego e de horas trabalhadas ajustadas dos efeitos de calendário, o recuo foi de 0,1% e no índice de remunerações foi de 0,3%.

Produção industrial melhora

Já o índice de produção industrial registou, em Novembro, uma melhoria face ao mês e também em termos anuais. Se em Outubro, a variação homóloga tinha sido de -2%, no mês seguinte foi positiva – de 0,7%.

Os agrupamentos de bens de consumo e de bens de investimento tiveram um contributo de igual intensidade para estes resultados, mas com sinais contrários, pelo que se anularam, revelam os dados do Instituto Nacional de Estatística conhecidos esta quinta-feira.

Já os bens intermédios contribuíram em 0,8 pontos percentuais para a variação do índice agregado. Destaque ainda para as indústrias transformadoras, que apresentaram uma melhoria de 0,4% em termos anuais (-1,7% no mês anterior). A mesma incidência para os resultados finais teve a secção electricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio.

Pela negativa, há a salientar o desempenho do agrupamento de energia, com uma taxa de variação de -0,2% (-7,0% em Outubro). Embora negativo, estes resultados tiveram pouca influência para a variação geral. Já a secção das indústrias extractivas registou uma variação homóloga negativa mais acentuada, de -3,1%, tendo sido determinante para o contributo de 0,1 pontos percentuais para o índice agregado.

Fonte: Agência Financeira

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2010-12-30T22:00:24+00:00 30/12/2010|Categorias: Estatística|0 comentários
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