Pelo terceiro mês consecutivo, o indicador avançado da OCDE para Portugal manteve-se inalterado, depois de ter estado treze meses consecutivos a subir.

Segundo os dados mais actualizados hoje divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o indicador avançado para Portugal permaneceu em Agosto em 102 pontos, o que sugere um cenário de estabilização da actividade económica e a probabilidade de o “pico”, ainda que modesto, de crescimento ter já ficado para trás.

O indicador avançado, que tenta antecipar inversões no ciclo económico no horizonte de seis meses, esteve a subir em Portugal até Maio, mês em que foi anunciado o primeiro pacote de medidas de austeridade, designadamente o aumento em um ponto percentual de todas as taxas do IVA, na sequência do agravamento da crise da dívida soberana.

Em Junho, o indicador cedeu terreno pela primeira vez em treze meses, com uma descida residual de 0,1 pontos para 102. E é neste patamar que se mantém, pelo menos até Agosto.

Para o conjunto das 30 economias desenvolvidas que integram a Organização, o indicador avançado confirma, pelo terceiro mês consecutivo, uma tendência de abrandamento no ritmo de expansão, fenómeno que é particularmente acentuado no contexto europeu nos caso de França, Itália e Reino Unido.

Já para a Alemanha, as perspectivas continuam a ser de aceleração do crescimento, ao contrário dos Estados Unidos que estarão a entrar numa fase de arrefecimento.

Em vias de perder velocidade estarão também Brasil, China e Índia – ou seja, os países que melhor resistiram à crise financeira e à recessão global, e que têm desempenhado o papel de locomotiva da economia mundial.

Fonte: Negócios

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2016-12-01T15:39:15+00:00 11/10/2010|Categorias: Portugal|0 comentários
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