Indústria têxtil pode sofrer rude golpe se a União Europeia aceite a isenção de taxas aduaneiras ao Paquistão, Indonésia, China e Índia

A indústria têxtil portuguesa poderá vir a perder 16 milhões de euros «e muitos empregos», caso a União Europeia aceite a proposta do Paquistão, que pediu a suspensão do pagamento de direitos aduaneiros nas importações de fora da UE para o espaço comunitário de 13 categorias de produtos.

Segundo o «Jornal de Notícias», e de acordo com um comunicado a Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), que já alertou Durão Barroso para o problema, entre os produtos que poderão vir a entrar nas fronteiras europeias livres de taxas estão os tecidos e fios de algodão e os tecidos e fios de fibras descontínuas de poliéster.

Entre os países que beneficiariam com a abertura de fronteiras estão o Paquistão, e que assegura já 35% do volume e 30% do valor das importações da UE de origem não comunitária. Mas também a Indonésia, a China, a Índia e o Uzbequistão.

Portas chama ministro da Economia ao Parlamento

O líder do CDS manifestou esta noite, em Águeda, preocupação com a possibilidade de a União Europeia (UE) autorizar a entrada «maciça» de produtos têxteis do Paquistão e anunciou que vai chamar o ministro da Economia ao Parlamento.

«A última coisa que nos faltava era agora a UE abrir a entrada maciça de produtos têxteis do Paquistão e da China, que concorrem deslealmente com as nossas empresas», disse Paulo Portas aos jornalistas, antes de iniciar uma visita
pela Festa do Leitão da Bairrada.

Considerando que este é «o pior momento possível para abrir as fronteiras a produtos do Paquistão e da China», o líder do CDS alertou que existem sete mil empresas portuguesas no sector já a passar por dificuldades e que representam 11 por cento das exportações portuguesas.

Paulo Portas sublinhou que custos de produção portugueses «são muito diferentes dos praticados nesses países e neste momento abrir essas fronteiras é provocar desemprego e falências a mais» do que já existem.

Fonte: Agência Financeira

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2016-12-01T15:39:16+00:00 11/09/2010|Categorias: Portugal|0 comentários
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