As rolhas da Corticeira Amorim foram as escolhidas para conservar o sabor original das garrafas de champanhe com 200 anos encontradas ao largo de um arquipélago do Mar Báltico.

As rolhas da Corticeira Amorim foram escolhidas para vedar garrafas de champanhe com cerca de 200 anos descobertas por mergulhadores a 50 metros de profundidade no Mar Báltico.

A escolha foi feita pelas caves francesas Vauve Clicot, de onde saíram algumas das garrafas encontradas ainda no séc. XIX, e pelas autoridades finlandesas, que detêm o arquipélago de Aland, em cujas costas foram encontradas estas garrafas.

Com as rolhas portuguesas, será possível conservar o sabor original deste champanhe, que, segundo os especialistas, é amarelo-escuro, tem pouco gás e um odor acre e que, depois de provado, sabor doce que mistura notas florais e cítricas.

Ouvido pela TSF, o porta-voz da Corticeira Amorim esta é mais uma vitória de um produto tipicamente português quando se verifica o «ataque» de outros produtos que querem ser alternativos à cortiça como vedantes de vinho e champanhe.

«Acho que é difícil imaginar um vedante de plástico debaixo de água durante 200 anos e que ao final deste tempo mantivesse o champanhe em perfeitas condições», lembrou Carlos de Jesus.

Pressão e mudanças de temperatura foram tidas em conta na criação de rolhas de cortiça específicas para este champanhe cujas garrafas ainda estão a ser analisadas.

Sobre as garrafas encontradas, Carlos de Jesus diz que se pensa que este seria um carregamento destinado ao czar da Rússia e «que se assim for tem uma carga histórica adicional».

«Os preços que têm sido discutidos serão entre 50 a 60 mil euros por garrafa», concluiu este porta-voz sobre este tipo de garrafas muito apreciadas pela corte russa.

Fonte: Tsf

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2010-11-25T16:12:45+00:00 25/11/2010|Categorias: Portugal|0 comentários
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