Nouriel Roubini, economista que previu a última crise financeira, vê Portugal e a Irlanda com o mesmo destino da Grécia.

“Apesar do plano de resgate anunciado, apesar das ajudas à Grécia e apesar dos testes de resistência à banca, as dívidas dos países periféricos continuam a apresentar problemas. E o crescimento económico da Europa, especialmente nos PIGS, vai ser muito baixo e inclusivamente negativo. O panorama assusta”, afirmou Nouriel Roubini, em entrevista ao ‘El País’.

Na mesma linha, o reputado economista – apelidado de Dr. catástrofe – afirma que “com dívidas tão altas e com os planos de austeridade, a deflação é um risco sério”, prevendo que “países como a Grécia vão ter que reestruturar a sua dívida e isso provocará uma nova crise orçamental”. Para Roubini, “já não é uma questão se vai acontecer, mas apenas quando”.

E Roubini aponta os culpados da difícil situação dos países periféricos: o Banco Central Europeu (BCE) e a Alemanha. “A teimosia do BCE, que se empenha em ver fantasmas de inflação, é um desastre para a Europa e em particular para os países periféricos”, defende. E, avisa o economista, “quando o euro atingir os 1,60 dólares desaparecerá qualquer possibilidade de recuperação, e provavelmente veremos outro país a pedir um resgate como fez a Grécia. Portugal e Irlanda são os países pior situados”. Já Espanha, salienta, “está muito melhor que a Grécia, e melhor que a Irlanda ou Portugal”, mas, alerta, “tem uma dívida privada enorme, um desemprego muito elevado que não vai baixar no médio prazo e uma bolha imobiliária”.

Fonte: Económico

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2016-12-01T15:39:14+00:00 31/10/2010|Categorias: Portugal|0 comentários
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