A indústria têxtil portuguesa teme que a concorrência do Paquistão gere desemprego no sector.

Bruxelas anunciou ontem que vai isentar de impostos a entrada de 75 artigos produzidos no Paquistão, a grande maioria do sector têxtil, por um período de três anos. Karel de Gucht, comissário europeu para o Comércio Internacional, adiantou que esta medida, que visa ajudar o Paquistão após a devastação provocada pelas inundações do Verão, deverá entrar em vigor a 1 de Janeiro de 2011. Além dos têxteis, consta também isenções para sapatos, produtos em pele e derivados de etanol. Mas falta ainda que a proposta seja votada no Parlamento Europeu e discutida no seio da Organização Mundial do Comércio.

E é nessas instâncias que recai ainda a esperança da indústria têxtil portuguesa, que se sente seriamente ameaçada com a liberalização dos produtos têxteis paquistaneses. Para Paulo Vaz, director-geral da ATP (Associação Portuguesa do Têxtil e Vestuário), três anos “é um período mais que temporário, é excessivo”.

E alerta que além destes apoios existe a intenção da União Europeia de beneficiar o Paquistão através do SPG (Sistema de Preferência Generalizado), que só é atribuído aos países mais pobres do mundo.

Fonte: Económico

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2016-12-01T15:39:15+00:00 08/10/2010|Categorias: Portugal|0 comentários
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