Além de uma obra de 240 milhões de euros em jogo, a construtora viu os lucros caírem 8% no semestre.

A Soares da Costa tem em risco cerca de 10% da actual carteira de encomendas, no valor global de mais de dois mil milhões de euros. A percentagem que a Soares da Costa detém no consórcio que garantiu a construção e exploração do metro de Telavive, em Israel, equivale a 240 milhões de euros, uma fatia superior a 10% da carteira de encomendas do grupo no final do primeiro semestre.

Só que o diferendo entre o consórcio e as autoridades israelitas, conhecido há cerca de duas semanas, pode deitar tudo a perder. “Continuo convencido de que a situação terá uma solução mais de acordo com as aspirações da Soares da Costa, mas é óbvio que este projecto tem esse risco associado”, admite Pedro Gonçalves, presidente-executivo da Soares da Costa em declarações ao Diário Económico.

O responsável da construtora adianta que “esta semana, vão iniciar-se as negociações que antecedem a fase de funcionamento do tribunal arbitral”, durante a qual ainda será possível o Estado de Israel e o consórcio integrado pela Soares da Costa – e liderado pela Siemens – chegarem a acordo antes de a disputa ir para tribunal arbitral.

As autoridades israelitas confrontaram a empresa concessionária MTS, na qual a Soares da Costa controla 20% do capital, com um “alegado incumprimento e exigiram que, até dia 22 deste mês, os grupos privados aceitassem um conjunto de contrapartidas ao Estado israelita”, anunciou recentemente a construtora portuguesa. E ameaçaram que, caso essas condições não fossem acatadas, daria por terminado o contrato em causa. O consórcio decidiu rejeitar estas condições, remetendo a resolução do conflito para um tribunal arbitral.

Fonte: Económico

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2010-08-31T21:37:20+00:0031/08/2010|Categorias: Portugal|0 comentários
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