No Outlook Towers Watson para 2011 a consultoroa afirma que “os desafios das regras de Solvência II irão custar bilhões de libras esterlinas com o propósito de fazer deste ano o mais importante na reestruturação do sector segurador”.

Considera ser “pouco provável que este projecto esteja concluído até 2012, o que acarreta uma grande incerteza que as companhias têm de gerir”. A gestora alerta para situações excepcionais, caso da disputa dos recursos especializados em finanças, actuariado e gestão de risco (especialmente aqueles com experiência em Solvência. Por outro lado, as técnicas de cálculo do passivo consistentes com valores de mercado serão práticas totalmente novas para a maioria das companhias e irão requerer novas competências e um investimento significativo em ferramentas de modelação financeira, de forma a ir de encontro aos novos requisitos do reporte financeiro.
As companhias com operações fora da Europa ainda terão de ter este desafio adicional, para além dos diferentes requisitos de reporte existentes nos diferentes países. As companhias terão de garantir que os seus pressupostos não serão irrealistas no que se refere a sua capacidade de contratação e retenção de novos quadros qualificados.
A nível de gestão de capital, o projecto Solvência II irá alterar significativamente a regulamentação sobre a forma de cálculo dos capitais a cobrir pelas empresas e pelos grupos de empresas. Subsídios de risco e efeitos de diversificação mais explícitos irão incentivar as companhias a reavaliarem e a fazerem alterações por exemplo: nas estruturas corporativas, na estratégia de investimento, cobertura e estratégia de resseguros a fim de ter uma situação mais confortável.
A questão dos modelos internos testados e a necessidade de persuasão das autoridades será relevante, enquanto a gestão do risco poderá fazer com que as companhias necessitem de reorganizar as suas estruturas de governação, as equipas e o reporte de risco.
Terão também de desenvolver novos sistemas, por exemplo, para perceber melhor a evolução do risco de solvência ao longo do tempo e em diferentes cenários. As alterações poderão incluir
o desenvolvimento, a promoção e a inclusão de uma cultura de risco em toda a organização.
Por último, a questão da divulgação pública do projecto Solvência II, ao mesmo tempo que é necessário utilizar a disciplina de mercado para melhorar a governação corporativa e os rácios de solvência. Consequentemente as companhias necessitam de possuir uma estratégia clara para explicar os seus resultados de Solvência II de forma a assegurar a sua interpretação e compreensão correcta pelos accionistas, analistas, agências de rating e segurados.
Júlio Koch, director na Towers Watson, afirmou em nota: “As estimativas para o projecto Solvência II poderão aumentar significativamente, pois a maioria das companhias de seguros deverão concentrar a maior parte dos seus esforços durante os próximos dois anos de forma a resolver os aspectos mais complexos da nova regulamentação do capital antes do final do prazo, em 2013”.
Adiantou: “Com menos de dois anos para conseguir as alterações, o ano de 2011 será crítico para as seguradoras. O êxito de uma reestruturação tão radical e a mudança dependerá sobretudo de como as empresas irão reconhecer e perceber estas orientações críticas”.

Fonte: Oje

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2016-12-01T15:39:09+00:00 25/01/2011|Categorias: Geral|0 comentários
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