A economia ucraniana terá encolhido 7,5% em 2014, como resultado do que a governadora do banco central chama uma “crise financeira total”. Só “reformas extremas” irão tirar o país das dificuldades.

“reformas rápidas e extremas” poderão resgatar a Ucrânia da “crise financeira total” em que o país vive neste momento. O alerta é da governadora do banco central ucraniano, Valeriya Gontareva, organismo que estima que o produto interno bruto (PIB) do país tenha afundado 7,5% em 2014.

Os deputados ucranianos aprovaram na segunda-feira o orçamento do Estado para 2015, o que lhes deverá garantir o desembolso de novas tranches de um empréstimo de 17 mil milhões de dólares (o equivalente a 14 mil milhões de euros) concedido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Este dinheiro servirá para evitar que o Estado caia em incumprimento já nos próximos meses, mas quase todos os economistas acreditam que o país necessitará de mais 15 mil milhões de dólares, no mínimo, em assistência financeira externa ao longo de 2015.

Citada pela Bloomberg, Valeriya Gontareva reconheceu que o conflito com os separatistas no Leste da Ucrânia e a anexação da Crimeia por parte da Rússia fez o país cair numa crise financeira “à escala total”. O setor financeiro é classificado, neste momento, como em “não funcionamento” e o valor da grívnia ucraniana afundou mais de 40% face ao euro desde o início do ano, sensivelmente o mesmo do que face ao dólar.

Grívnia ucraniana perde mais de 40% desde o início do ano

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A divisa ucraniana passou o ano de 2014 em queda acentuada, apesar dos grandes esforços do banco central para conter a desvalorização. Fonte: Bloomberg

O banco central gastou uma parte substancial das suas reservas, cerca de 1,3 mil milhões de dólares, a tentar combater a desvalorização da divisa. Uma desvalorização que é o resultado do quase colapso económico do país, agravado pelo facto de os confrontos terem eliminado 20% do potencial económico da Ucrânia (estimativa do governo) e tirado a vida a 4.700 ucranianos (estimativa das Nações Unidas).

As dificuldades económicas têm alimentado os receios de que a Ucrânia necessitará de incumprir com a dívida para regressar à sustentabilidade. A esta possibilidade, a governadora do banco central ucraniano responde: “Não creio que a Ucrânia precise de ser um pária“.

Fonte: Observador

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