Porque é nas épocas de crise que surgem as melhores oportunidades de investimento, a Yunit Brokers criou um serviço de assessoria em processos de compra e venda de negócios. Com mais de 50 empresas em venda e 30 compradores à procura do melhor investimento, a Yunit faz a ponte entre eles, procurando o melhor negócio. A área é nova no grupo, mas tem grande potencial de crescimento. “Aumentamos o valor para todas as entidades envolvidas”, garantiu ao Dinheiro Vivo o CEO do grupo, Ricardo Gonçalves Pereira.

Com pouco mais de um ano de atividade, esta é a área de negócio mais recente da Yunit, que está no mercado desde 2001 e teve origem nos projetos PME Link e Tradecom, sites de comércio eletrónico lançados pelos grupos BES, CGD e PT. Com os mesmos acionistas, a Yunit (you need it) opera já em segmentos tão distintos como a comunicação (com especial foco em soluções web e mobile), energias renováveis (serviço completo que vai da consultoria à manutenção de equipamentos), programas de fidelização e incentivos e a dinamização e gestão de lojas online, e serviços de apoio a PME, designadamente em processos de financiamento, corte de custos e gestão de centrais de compra.

É aqui, na Yunit Corporate, que se insere o business brokage, cuja contribuição em 2012 não chegou a 5% do volume de negócios do grupo que fechou o último ano com uma faturação de 16,8 milhões de euros. Para 2013 estima um crescimento de 5%, com a comunicação a atingir 3,8 milhões – graças a clientes como BES, CGD, TAP, Zon, Galp e a Unicer, entre muitos outros.

Comum em mercados maduros como o americano, em Portugal o business brokage está a dar os primeiros passos. “Tem grande potencial de crescimento. Gostávamos de conseguir introduzir liquidez no mercado porque quanto maior o volume

[de ofertas], maior a probabilidade de sucesso e mais justo o preço”, explica Ricardo. Para isso, foram já estabelecidos protocolos com os principais bancos e escritórios de contabilidade, para criar “uma rede transversal de transações”.

Que tipo de clientes recorre a este serviço? “Varia muito. Há os que nos pedem um negócio na sua área geográfica dentro de determinado valor e os que querem investir para crescer organicamente e procuram negócios que lhes permitam ganhos de economias de escala e sinergias.” E vendedores? “Aparecem pessoas que construíram negócios interessantes mas que não têm a quem os passar, outras que querem vender por medo do futuro. Fazemos sempre a análise de viabilidade à empresa. Se verificarmos que não a tem, não aceitamos o mandado de venda.”

Retrato
Lisboa e Porto são as zonas que mais predominam na carteira de clientes da Yunit. Do Norte surge o maior peso de empresas “com vontade de vender por dificuldades”. O grupo Yunit tem 114 funcionários, entre Lisboa e Porto, e um agente em Viseu. O negócio típico ronda os três a quatro milhões de euros, sendo os sectores “muito diversificados, mas com predominância dos serviços”.

Fonte: Dinheiro Vivo

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2016-12-01T15:38:22+00:0025/06/2013|Categorias: Portugal|Tags: , , |0 comentários
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