Atrasos nos pagamentos, derrapagem nos custos e prazos de conclusão e sérias dificuldades técnicas são alguns dos problemas na construção da linha de alta velocidade ferroviária entre Medina e Meca.

Conhecido por ‘TGV do deserto’ ou ‘comboio dos peregrinos’, este projecto, adjudicado por um valor inicial de 6,7 mil milhões de euros, tem gerado diversos conflitos entre a entidade adjudicante, a companhia estatal saudita Saudi Railways Organization (SRO) e o consórcio de empresas públicas e privadas espanholas responsável pela execução da obra.

Ontem, a ministra do Fomento espanhola, Ana Pastor, anunciou que o governo saudita concordou em prolongar por 14 meses o prazo de conclusão do projecto, além de se comprometer a pagar as verbas em atraso às empresas espanholas, na sequência de uma visita à Arábia Saudita do presidente da Renfe (equivalente à CP), Pablo Vásquez, para desbloquear mais um impasse entre as duas artes.

No âmbito dos desenvolvimentos mais recentes conta-se também uma remodelação do governo saudita que implicou a substituição do ministro dos Transportes do país, sendo este já o terceiro ministro do sector desde que arrancou este projecto.

O consórcio das empresas espanholas inclui as empresas públicas Ineco, Adif e Renfe e as empresas privadas Cobra, OHL, Indra, Consultrans, Copasa, Dimetronic, Imathia, Inabensa e Talgo.

Segundo a imprensa espanhola, as construtoras queixam-se de atrasos nos pagamentos entre dois e três meses. O prazo de conclusão do projecto, inicialmente previsto para Janeiro de 2017, não vai assim ser cumprido, adiando a inauguração do ‘TGV do deserto’ na melhor das hipóteses para 2018.

A construção desta linha de alta velocidade tem levantado diversos desafios ao nível técnico, nomeadamente com o recorrente soterramento da linha férrea por areia, em resultado das frequentes tempestades no deserto saudita.

Fonte: Económico

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2016-05-11T06:43:08+00:0011/05/2016|Categorias: Internacional|Tags: , , , |0 comentários
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