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Têxteis? Calçado? Não. A campeã das exportações portuguesas é a metalomecânica. Os números não enganam: a metalomecânica exportou no ano passado 13,8 mil milhões de euros, um aumento de 30%; os têxteis tiveram o melhor ano de sempre, mas venderam ao estrangeiro apenas 4,6 mil milhões, um crescimento de 8%; e o calçado, apesar de ter batido um máximo histórico, ficou-se nos 1,87 mil milhões de euros, mais 8,8% do que em 2013.

[/text_output][text_output]”Estamos a crescer. Exportamos para mais de 200 mercados, para o mundo inteiro. E não temos por base o baixo salário, mas sim o valor acrescentado dos produtos, o preço/qualidade e a entrega a tempo das encomendas”, explica Gonçalo Lobo Xavier, assessor da AIMMAP, a associação que agrega as empresas de metalomecânica e metalurgia.

“Fomos um dos setores que conseguiram resistir à destruição de postos de trabalho durante a crise financeira, e nestes dois últimos anos a contratação subiu 1%”. As 15 mil empresas em atividade em Portugal dão atualmente emprego a 200 mil pessoas. “Quem conclui a formação no Cenfim, o centro de formação da indústria, consegue rapidamente colocação. Não há ninguém [de lá] inscrito nos centros de emprego”, explica Gonçalo Lobo Xavier.

A Alemanha passou a ser, no ano passado, o maior cliente da indústria portuguesa, a seguir a Espanha e a França. “É muito importante para nós sermos reconhecidos por um mercado como o alemão, com a perceção de exigência, qualidade e inovação”, diz o responsável da AIMMAP. Considerada a indústria das indústrias, a metalomecânica vai desde a metalurgia às instalações metálicas, às empresas que produzem máquinas e ferramentas, à cutelaria e aos equipamentos de transporte.

A exportação é fundamental para o sucesso do setor, reconhece Jorge Ferreira, acionista da Palbit. A empresa produtora de ferramentas de metal duro, fundada em 1916, exporta para 66 países e tem já duas filiais no Brasil e no México. “Para o resto do mundo vendemos através de distribuidores, que têm formação técnica para a venda dos nossos produtos”.

“Desde a criação da fábrica, há 36 anos, a internacionalização era o grande objetivo”, reforça José Manuel Fernandes, o presidente da Frezite, um dos maiores fabricantes mundiais de máquinas de corte. “Portugal é demasiado pequeno para um produto como o nosso”, conclui. E não teme a concorrência agressiva. “Temos produtos inovadores na nossa área que são tecnologia de topo, de alta precisão.” Atualmente, a Frezite tem 11 unidades fora do país, duas na Alemanha.

Internacionalização

E ainda neste mês a Fametal, de Ourém, anunciou que vai instalar em Marrocos a sua primeira base fabril no exterior, que envolverá um investimento de cinco milhões de euros. A empresa, que fabrica e monta todas as estruturas que utilizam metal, desde fábricas, a pontes e viadutos ou prédios de habitação, é um exemplo de que a metalomecânica é, nos últimos anos, um motor de inovação e de internacionalização da indústria portuguesa.

A história da internacionalização da Silampos é simples e ao mesmo tempo complexa. Depois do erro, em 1979, na Dinamarca, “porque usámos a imagem do João Ratão e da Carochinha para promover a marca e os dinamarqueses não conhecem a história e não gostaram”, conta Aníbal Costa Campos, “aprendemos”. “Criámos o primeiro gabinete de design próprio” e na década de 80 avançaram para uma feira internacional na Argélia. “Somos os principais fornecedores de panelas para o Norte de África.” Numa feira em Lisboa, passaram a vender para os EUA e Inglaterra. “Fomos nós que introduzimos o aço inoxidável em Inglaterra, onde agora temos uma empresa de distribuição.” É importante conhecer o mercado. “No Brasil, vamos entrar em parceria com a Vista Alegre.”

Sub-contratação

A subcontratação industrial “é muito relevante para a metalomecânica. Um cliente quer produzir uma determinada peça e muitas vezes é a empresa metalomecânica que lhe apresenta melhorias técnicas”, explicou Gonçalo Lobo Xavier. O setor também consegue evidenciar-se no exterior através de preço/qualidade e na entrega a tempo das encomendas. “Somos altamente competitivos, porque os países asiáticos e a Turquia, os nossos maiores concorrentes, só estão preparados para fazer grandes séries. A flexibilidade das empresas portuguesas permite dar resposta e em curtos espaços de tempo”. Só a subcontratação industrial vale seis mil milhões, “e 50% é para exportação direta”.[/text_output][text_output]Fonte: Dinheiro Vivo[/text_output][share title=”Partilhe esta notícia!” facebook=”true” twitter=”true” google_plus=”true” linkedin=”true” pinterest=”true” reddit=”true” email=”true”][/vc_column][/vc_row]

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