Espanha intensificou os esforços para combater um contágio da crise da dívida soberana na Europa, dizendo que irá vender uma participação no negócio da lotaria e eliminar a ajuda suplementar aos desempregados atribuída depois de terminado o subsídio de desemprego.


O governo espanhol, que em Janeiro referiu não ter planos para vender a lotaria, venderá 30% da empresa estatal (equivalente à Santa Casa da Misericórdia em Portugal), anunciou hoje no Parlamento o primeiro-ministro, José Luis Zapatero.

A empresa estatal espanhola Loterias y Apuestas del Estado registou um lucro de 2,99 mil milhões de euros em 2009, um crescimento de 3,5% face ao ano precedente, e canalizou 2,92 mil milhões de euros para o Tesouro espanhol.

O governante permitirá também que os aeroportos de Madrid e Barcelona sejam geridos por privados, no âmbito de um plano que possibilita aos investidores comprarem 49% do negócio de gestão dos aeroportos, salienta a Bloomberg. Este anúncio surpreendeu, já que se falava numa privatização de apenas 30%.

Por outro lado, o subsídio social de 426 euros por mês pago aos desempregados que já perderam o direito ao subsídio de desemprego, e que beneficia 200.000 pessoas, expirará em Fevereiro do próximo ano, anunciou Zapatero.

O subsídio de desemprego é pago durante dois anos e a meio deste ano o Estado espanhol já tinha pago 1,2 mil milhões de euros no subsequente subsídio social de desemprego que foi introduzido em Agosto de 2009.

Recorde-se que Espanha tem a taxa de desemprego mais elevada da União Europeia, tendo atingido os 20,7% em Outubro.

O primeiro-ministro avançou que, a partir de Fevereiro de 2011, os serviços públicos de emprego contarão com mais 1.500 orientadores, com o objectivo de gerar actividade e facilitar a criação de emprego.

Zapatero anunciou, citado pelo “Cinco Días”, que na próxima sexta-feira aprovará um pacote de medidas destinadas a favorecer o investimento económico e o emprego, que incluem benefícios fiscais às pequenas e médias empresas.

Estas medidas agora anunciadas juntam-se a outras tomadas por Espanha para tentar reduzir o seu défice orçamental – o terceiro maior da UE -, que ascendeu a 11% do PIB no ano passado e que o governo quer cortar para 6% em 2011.

Fonte: Negócios

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2016-12-01T15:39:11+00:0001/12/2010|Categorias: Internacional|0 comentários
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