A fábrica de Viana do Castelo da multinacional alemã, que no início de 2010 empregava 600 trabalhadores, fecha portas esta sexta-feira, por causa da crise internacional que levou à «queda a pique» da facturação.

O despedimento dos trabalhadores tem sido progressivo ao longo do ano, tendo a fábrica parado a produção em 31 de Outubro. A partir dessa data, ficaram apenas 11 administrativos, «para tratar de toda a burocracia relacionada com o encerramento».

Segundo Pedro Castro, responsável pela comunicação da empresa, os trabalhadores despedidos recebem, de indemnização, dois salários por cada ano de trabalho.

«A antiguidade média nesta fábrica é de 13 anos, o que significa que a maioria dos trabalhadores levará 26 salários», sublinhou.

Pedro Castro disse ainda que a multinacional colocou à disposição dos trabalhadores uma empresa de ‘outplacement’, para os ajudar a encontrar uma nova alternativa de trabalho ou para os orientar no processo de criação do seu próprio emprego.

A empresa também ofereceu aos trabalhadores interessados um curso de reconversão profissional.

A Leoni, que se dedica ao fabrico de cablagens para o sector automóvel, iniciou a sua actividade em Viana do Castelo em 1991, com a criação da Cablinal Portuguesa, tendo chegado a empregar 2600 pessoas.

A administração da Leoni Viana justificou o encerramento da unidade com a crise internacional, que levou à diminuição de encomendas e à consequente «queda a pique» da facturação.

Em 2003, a fábrica facturou 57 milhões de euros, passando para 39 milhões em 2005, e descendo para 31 em 2007 e 21,5 milhões em 2009.

O Grupo Leoni tem uma unidade em Guimarães, que emprega mais de 200 trabalhadores mas que vai continuar a laborar, já que se dedica a «outro ramo completamente diferente de produto».

Fonte: Tsf

Comentários

comentarios

2016-12-01T15:39:09+00:0002/01/2011|Categorias: Portugal|0 comentários
error: Segurança, acima de tudo! ;)