Faria de Oliveira diz que o imposto sobre as entidades financeiras vai ser reflectido nos clientes.

“É evidente que os custos têm de ser repercutidos. Neste momento, estamos com uma taxa de juro sobre a dívida pública muito elevada e isso é uma referência, pelo que as condições de ‘funding’

[obter fundos] sobre as instituições estão a ser fortemente penalizadas, por isso os custos terão que ser repercutidos”, disse Faria de Oliveira, ao ser questionado sobre o imposto sobre as entidades financeiras que o Governo pretende implementar.

Faria de Oliveira falava à saída do 21.ºCongresso da OPCE – Organização das Associações Patronais das Capitais Europeias, no Centro de Congressos do Estoril.

Para o presidente da Caixa Geral de Depósitos, a introdução do imposto “vai ocorrer num momento muito difícil para o sistema bancário”.

“O sector bancário não vê que este seja um momento oportuno para a introdução desse imposto”, ressalvado que o Governo tem o direito de o aplicar.

O Governo anunciou, na quarta-feira, um conjunto de medidas de austeridade com o objetivo de consolidar as contas públicas. Entre as medidas consta o imposto sobre os bancos que incidirá sobre os passivos e será semelhante ao que foi decidido no Reino Unido, na França e na Alemanha.

Se for seguido o exemplo dos três países, será aplicada aos bancos uma taxa que será mais elevada para aqueles que apresentarem maiores riscos: o princípio é que, representando os bancos um potencial perigo sistémico para a economia, deverão pagar uma maior percentagem sobre o seu passivo, indo de encontro às regras de Basileia III.

Fonte: Económico

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2016-12-01T15:39:15+00:0001/10/2010|Categorias: Portugal|0 comentários
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